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Os três blocos que formam o custo real

O primeiro bloco é a mídia: o valor pago diretamente ao Google, à Meta ou a outra plataforma. Esse dinheiro compra participação em leilões e distribuição de anúncios; não remunera planejamento, configuração, análise ou atendimento.

O segundo é a gestão: diagnóstico, estrutura de campanhas, segmentação, eventos de conversão, testes, otimizações e comunicação. O terceiro reúne produção e infraestrutura, como imagens, vídeos, textos, landing pages, ferramentas e integrações. Nem todo projeto precisa de tudo, mas omitir esses itens costuma gerar expectativa errada.

  • Mídia: valor consumido pelas plataformas de anúncios.
  • Gestão: trabalho estratégico e operacional sobre as campanhas.
  • Produção: criativos, páginas, conteúdo e materiais necessários.
  • Infraestrutura: mensuração, CRM, integrações e ferramentas contratadas.
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Modelos de cobrança mais comuns

A gestão pode ser cobrada por mensalidade fixa, percentual sobre a mídia, modelo híbrido ou projeto fechado. Nenhum formato é automaticamente melhor. Uma mensalidade favorece previsibilidade; um percentual acompanha o volume de investimento; o híbrido pode combinar uma base operacional com complexidade crescente.

O ponto decisivo é o alinhamento entre remuneração e responsabilidade. Percentual de mídia sem critérios pode incentivar aumento de verba antes de a operação estar pronta. Valor fixo sem limites claros pode esconder um escopo incompatível. A proposta precisa explicar canais, contas, regiões, reuniões e entregas.

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O que faz uma gestão custar mais ou menos

Uma campanha local para uma única oferta é diferente de uma operação com várias unidades, produtos, públicos e equipes comerciais. A maturidade também pesa: quando site, rastreamento e CRM ainda não existem, parte do trabalho acontece antes da primeira campanha.

  • Quantidade de plataformas, contas e campanhas.
  • Número de ofertas, públicos, regiões e páginas de destino.
  • Necessidade de criar ou revisar criativos continuamente.
  • Complexidade da mensuração e das integrações com vendas.
  • Volume de comunicação, relatórios e reuniões.
  • Estado atual do site, da oferta e do processo de atendimento.
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Como comparar propostas sem olhar apenas o menor preço

Peça uma divisão explícita entre mídia, gestão e itens adicionais. Verifique quem será proprietário das contas, como os acessos serão concedidos, quais conversões serão configuradas e que informações comerciais retornarão para a análise. A empresa deve manter controle sobre seus ativos e não depender de senha compartilhada.

Também é importante saber o que não está incluído. Uma proposta de gestão pode não contemplar fotografia, edição de vídeo, desenvolvimento de página ou atendimento dos leads. Essas exclusões não são problema quando estão claras e quando existe um plano para cobrir os pontos necessários.

  • Qual objetivo será traduzido em conversões?
  • Quais canais, campanhas e regiões fazem parte do escopo?
  • Quem cria anúncios, páginas e materiais?
  • Quem possui as contas e organiza os acessos?
  • Como a qualidade dos leads chegará de volta à gestão?
  • Que rotina de acompanhamento e decisão está prevista?
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O melhor orçamento é o que a empresa consegue sustentar e aprender

A verba precisa ser suficiente para gerar sinais, mas não deve comprometer a operação antes de validar oferta, página e atendimento. Começar controlado, acompanhar de perto e aumentar com base em qualidade comercial costuma ser mais responsável do que buscar escala desde o primeiro dia.

No Google Ads, o orçamento é configurado como média diária por campanha. A documentação informa que o gasto de um dia pode variar e que o limite mensal de cobrança usa a média diária multiplicada por 30,4. Essa regra entra no planejamento de caixa; ela não define quanto a empresa deveria investir.